Contratexto

Palavras que lavam momentos



Segunda-feira, Abril 14, 2008


Sol sem cor, luz sem calor, destino capricho, caminho de dor. Foi murchando dia-a-dia até não ser. Parou no nada por acaso e ficou. Nulidade.


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postado por: Marcia 11:29 PM




Sexta-feira, Abril 11, 2008


Calou-se num final de tarde, apesar das muitas vozes que gritaram seu nome. No chão vazio nenhum sinal.
De longe, olhos atentos nada vêem. No ar sons inaudíveis e orelhas moucas.
Nas mentes irrequietas, perguntas. Nos corações, choro silencioso.
Comiseração, compadecimento, consternação.
Não se sabe para onde foi. Sabe-se que não voltará.
Doídos momentos. Tristes destinos. Desatinados atos.



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postado por: Marcia 11:35 PM




Quinta-feira, Abril 10, 2008


Andava nas nuvens e sussurrava árias. Acordava silente. Em dias de chuva ouvia lágrimas e sorria nuvens. Vazia.



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postado por: Marcia 11:42 PM




Quinta-feira, Abril 03, 2008


Nada mais importa quando o sangue ferve e a pele rubra solta faíscas de palavras áridas. O fogo arde em chamas vermelhas atiçadas com rabos de olhos e línguas malditas. São cabeças sem coração que não se compadecem dos corações sem cabeça e os atropelam. No ar um cheiro acre que se respira apertado. O peito dói e explode em vão. O soprador de fogo reduz a chama e reabastece. Mais tarde vai soprar mais. Até explodir o pulmão e cair. Só.



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postado por: Marcia 11:19 PM





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