Palavras que lavam momentos
Quinta-feira, Abril 16, 2009
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Marcia 10:51 PM
Sábado, Abril 04, 2009
Conturbada mente. Imagens em clip silente. Palavras presas.
Perguntas que não terão respostas desfilam recatadas.
Mundo cão. Tempo vão.
Saídas fechadas. Becos escuros. Nenhum túnel.
Quem virá nas asas do anjo?
Impossível saber se virá um anjo.
Olhos abertos na cegueira da espera
Disfarça a vida na tribulação dos dias.
Aguarda o sinal que não virá e
Acredita que tudo um dia dorme.
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Marcia 7:48 PM
Sábado, Março 21, 2009
Alma em canto por outros cantos.
Voz que cala diante de vozes que falam.
Coração que oculta batidas aceleradas.
Sentimentos desencontrados.
Alegria. Dúvida. Incertezas platônicas.
Desprendimento.
No círculo das parcas o tecido encontra a tesoura da vontade controlada.
Na roda da vida o giro impecável da verdade.
Alma que erra em busca do improvável destino.
Caminho sem mapa.
Taciturna caminhada.
Inexorável distância.
Abnegada chegada.
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Marcia 5:51 PM
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009
No escuro só.
Sombras silenciosas espreitam a mente.
Não dizem nada.
Apenas ficam como se nada quisessem.
Os olhos se fecham e surdos nada sabem do interior misterioso.
As sombras se mexem.
Visões inexplicáveis acordam pesadelos.
E a vida invisível torna-se verdade incontestável.
Até que o grito contido rompe a garganta em solavanco.
E deixa dúvidas quanto à realidade.
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Marcia 8:00 PM
Sábado, Fevereiro 14, 2009
Festa de flores, sementes e muitos risos.
Alegria de aniversário do milênio que se confunde com aqueles que acreditam na generosidade, na beleza, na pureza de ser.
Somos todos de alguma forma humanos, mesmo que esquecidos das flores.
Somos todos nascidos bons, mesmo que tenhamos apagado da memória a liberdade de sorrir.
A fé na possibilidade é a própria possibilidade do ser.
Comemorar as passagens é florir de sementes não plantadas.
Ver as flores nas sementes é ser da era de aquário.
Comemorar com a gala da nudez a vida plena de luz.
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Marcia 11:12 PM
Domingo, Outubro 26, 2008
Nem sempre será preciso uma biografia para que se compreenda uma vida doce-amarga, de erros e acertos, frustrações e realizações.
Bastará que alguém conte algumas histórias, vividas, sentidas, sofridas, queridas, sonhadas.
Leremos do começo ao fim a pessoa comum, que sabemos parecida com quem somos e o
nó na garganta prenderá as lágrimas que pretendemos escondidas.
Porque essa será também a nossa vida, uma parte, mesmo que pequena, da nossa própria história.
Na multidão somos únicos, parecidos nas escolhas de trajetos complicados, sozinhos nos encontros silenciosos,
unidos pelas perdas, pelos sonhos, tristezas, sorrisos, gritos, gargalhadas.
O encontro com Lucinha é realidade revelada em tempos de saudade. Confronto do ontem com o amanhã.
Verdades. Vontades. Incertezas. Ironias. Sina.
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Marcia 9:27 PM
Segunda-feira, Setembro 08, 2008
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Marcia 10:42 PM
Domingo, Julho 27, 2008
Cinzas ruas de Pequim. Namorados de impossibilitados beijos correm da fumaça e o amor se dissolve na esperança do sol. Solitária multidão chinesa.
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Marcia 10:56 PM
Sexta-feira, Julho 11, 2008
Uma nuvem de fumaça paira sobre idéias embotando a imaginação.
O sonho vira névoa sobre dúvidas e a realidade exala um cheiro acre.
O destino se realiza no desencontro
A arte de viver transpira um surrealismo roto, de gosto duvidoso.
Dos olhos secos nem lágrimas, da boca nem palavras.
Ouve. Um som surdo de não respostas às tantas perguntas.
Anda. Passos lentos de vaga esperança.
Que o vento espalhe a fumaça do cigarro que não se apaga.
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Marcia 10:35 PM
Quinta-feira, Maio 22, 2008
Nada mais me interessa que não seja a direção exata de um destino sem fim. Nada mais me importa que não seja a luz que me guia na trilha. Sigo adiante em passos módicos, o espaço largo me abraça e assegura a não chegada. Importa-me a caminhada. O frescor do vento, a água doce do céu, o calor do sol e as palavras em eco somos unos no sentido adiante. Tudo e nada, todos e ninguém, só o além. Mais longe a ida, mais tarde a vida, mais forte a mente, mais ágil o corpo, mais vibrante o coração. Mãos abertas dando e recebendo, pés úmidos da terra no caminhar. Não cobrança, ventura de ir, encontro ao acaso, canto e encanto, enquanto o nada é mais que tudo, enquanto a espera é mais que a chegada. Nada mais me importa que não seja ir. Nada mais me importa.
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Marcia 11:55 PM
Sábado, Maio 10, 2008
Um vento leve roçando e um véu cobrindo um rosto de segredos.
Ela vem no caminho ao encontro desavisado e vê sombras de ilusão no futuro. Vão.
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Marcia 9:54 PM
Ficou sem cor cem vezes a cada sussurro
no escuro do quarto compartido a esmo.
Nunca dormiu.
Calada esperava a saída, garantida comida, coisa da vida.
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Marcia 9:53 PM
Segunda-feira, Abril 14, 2008
Sol sem cor, luz sem calor, destino capricho, caminho de dor. Foi murchando dia-a-dia até não ser. Parou no nada por acaso e ficou. Nulidade.
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Marcia 11:29 PM
Sexta-feira, Abril 11, 2008
Calou-se num final de tarde, apesar das muitas vozes que gritaram seu nome. No chão vazio nenhum sinal.
De longe, olhos atentos nada vêem. No ar sons inaudíveis e orelhas moucas.
Nas mentes irrequietas, perguntas. Nos corações, choro silencioso.
Comiseração, compadecimento, consternação.
Não se sabe para onde foi. Sabe-se que não voltará.
Doídos momentos. Tristes destinos. Desatinados atos.
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Marcia 11:35 PM
Quinta-feira, Abril 10, 2008
Andava nas nuvens e sussurrava árias. Acordava silente. Em dias de chuva ouvia lágrimas e sorria nuvens. Vazia.
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Marcia 11:42 PM